quinta-feira, 17 de novembro de 2016

por partes, uma carta

quando não souber, crie!
quando não for, reinvente!
fale! quero ouvir seus pensamentos, conectá-los.
quando dispensável, abandone!
para não ter fim, continue!
seu maior invento, seu segredo.
se não tem vaidade de ser tentará seu melhor, isto ficará.
eu sempre quis decifrar você, mas gosto do seu incompreensível.
Sentir suas emoções sem medo.
o medo pode te enganar.
acorde sempre que precisar morrer!
o ar da vida é pesado, mas a coragem de viver...
e quando não temos nada, ou nada sentimos,
a paz não existirá.
a paz é um tumulto!
um imenso e gritante surto existencial,
um faz de conta borrado pelo solvente da vida.
"viver sem ser é não existir"
um porquê é tudo o que não precisamos, mesmo sem lembrar o que.

Para Natália Bayeh
(Bruno Tadeu Lopes)

2 comentários :

Natália Bayeh disse...

Quanta Lucidez.
Seguirei tentando criar, reinventar e continuar..
Como poucos (ou como ninguém), você conseguiu decifrar minha alma, que agora guarda essas palavras da superfície ás águas fundas.
Consegue ouvir os pensamentos que não chego a contar, e desvendar os segredos que nunca tentei revelar.
"Acorde sempre que precisar morrer", amei isso.
Se a paz é um surto existencial que eu esteja surtada em meu existir.
Obrigada por surtar comigo no dizer das minhas palavras.
Adorei a carta.

Bruno Tadeu Lopes disse...

já faz tanto tempo, não é verdade?
tantas coisas aconteceram
tantas palavras se espalharam
se mantivemos o controle de nossos sentimentos
ou enlouquecemos
ainda não me dei conta
pois é
acho que antes de morrer iremos acordar
e nos decifrar
aí será o desconhecido
-Obrigado por surtar comigo no dizer das minhas palavras- ;)