quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Força do Vento

the wall














Natureza#1 em mi maior - Lucas Santtana

A morte sempre esteve presente,
Pois dela não espero nada,
Mas ela me aguarda.
Se sou digno de tal companhia,
Ainda não obtive resposta.
Ela é fiel ao seu compromisso, sua missão.
Mas eu...
Quando fecho meus olhos ao dormir
Sou capaz de mentir a mim mesmo.
São sempre sonhos apagados.
Então, com essa capacidade,
Serei audaz para encarar meu reflexo?
Talvez ele não exista, talvez seja farsa do meu sono.
As palavras em protesto podem ferir minha realidade
Quando preciso de um desejo que seja verdadeiro,
Antes que o tempo apague todos os sonhos futuros
E nada se torne eterno em uma noite mal dormida.
Até onde uma pessoa é capaz de enganar a si mesmo?
Será que o peso da dúvida também está em seus ombros?
Sua resposta não me aliviaria,
Pois sou, unicamente, meu julgamento.
Mas dialogar através de suas opiniões é um segredo.

sábado, 8 de agosto de 2015

Flores de Mirra

A ilustração da fénix é de Friedrich Justin Bertuch, do livro infantil “Bilderbuch für Kinder”  1806
(Mopho-Não Mande Flores)

Olhando para o florescimento da mirra, penso em tanta coisa; das reflexões surgem em minha cabeça comparações para minha vida vindas da mitologia, deuses, cristo, fênix... e tudo nesse mistério despautério que morre para recomeçar. É como o Sol que tomba em seu túmulo e retoma seu reino Terráqueo ao amanhecer. Mas o respeito com o passado é cuidadosamente carregado. E todos meus sonhos que floresceram e voltaram ao pó estarão na urna cinerária de mirra até o altar do esplendor embalsamado.
Igne natura renovatur integrat