terça-feira, 16 de novembro de 2010

sonhos são destinos sem partida


(Ode to My Family - The Cranberries)
feri tanto a solidão sem saber.
abusei de sua lealdade
fingindo amor que não poderia ter.
debaixo da janela escondi frases e mentiras.
provérbios deixei ecoarem,
ruas escuras,
becos sem saída.
lágrimas não são gritos,
beijos não são delírios.
poça seca,
esgoto fedido.
coração ausente a procura de carinho,
caminhos de ida,
refúgios,
andarilho.
mente sem destino,
mente sem motivo,
mente por mentir.
por que não te tenho aqui?
sem prazo,
veemente,
esconderijo em nossos olhos,
sonhos para fundir.
--------------------------------------------------
você consegue me entender por estar tão longe?
sua visão se confundi com a luz do sol? (assim como eu tento te ver)
será possível ainda pensar com tantos questionamentos?
mas falta coragem para dizer uma única palavra sem sentindo para sua razão.
ou será só o começo com cara de fim?
é que a raiz já progrediu tanto, sem cultivar flores no topo do céu.
e seus olhos continuam trazendo nuvens
e eu... a passagem do temporal,
desejando que sua intensidade atinja meus sonhos,
corpo...
feito a mão que afaga o sono
sem ambição de despertar.

(Bruno Tadeu Lopes)


2 comentários :

Valéria Gomes disse...

A solidão se dissipa quando permitimos que o que há de novo nos experimente. Quando nos compreendemos como meros aprendizes, num curto espaço de tempo chamado vida.

Beijos de passarinho!!!

Bruno Tadeu disse...

As vezes penso estar preso em solidão, mesmo experimentando o novo ou em boas companhias eu carrego essa espécie de necessidade, onde ocasionalmente abuso ao limite. Mas ainda assim consigo viver bem.

Beijos meu anjo!!!