quarta-feira, 7 de julho de 2010

Depois de 20 anos de saudades, Ezequiel Neves nos deixa para reencontrar Cazuza

Não costumo postar duas vezes no mesmo dia, mas hoje infelizmente vai ser diferente. Na postagem anterior eu homenageei um ídolo meu e de muitos brasileiros, que nos deixou há 20 anos depois de lutar contra o vírus da aids. Mas agora nessa tarde recebo a notícia, junto com o Brasil, que a pessoa responsável pelo lançamento no mundo musical da banda Barão Vermelho e do ídolo referido, Cazuza, morre após luta contra um tumor no cérebro.

No site G1
Morreu na tarde desta quarta-feira (7), na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, o produtor musical, compositor e jornalista Ezequiel Neves. Segundo a assessoria de imprensa da clínica, Ezequiel, de 74 anos, estava internado desde o dia 22 de janeiro para tratamento de um tumor benigno no cérebro. Ainda segundo a clínica, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos.
Conhecido também como Zeca Jagger, o jornalista foi amigo e um dos responsáveis por lançar a carreira musical da banda carioca Barão Vermelho, do cantor Cazuza, e foi o empresário de Cássia Eller.
Foi com Cazuza que compôs sucessos como "Exagerado", que teve a participação de Leoni, e "Codinome beija-flor", que contou também com Reinaldo Arias. Cazuza faleceu nesta mesma data, há 20 anos.
Luiz Pissurno, que trabalhava como secretário de Ezequiel desde 2008, destacou a ajuda do músico Roberto Frejat, cantor, guitarrista e líder do Barão Vermelho, durante o período em que Ezequiel esteve doente.
“Se não fosse o Frejat, teria sido muito pior", afirma.
Ezequiel contou em uma entrevista para o jornal “O Globo” de 2008 que começou a carreira de produtor com uma banda paulista chamada Made in Brazil, em 1975. Em 1979, foi para a gravadora Som Livre, a pedido do produtor Guto Graça Melo
Logo em seguida ele saiu da gravadora, mas voltou, quando trabalhou com o Barão Vermelho. Na entrevista para “O Globo”, ele declarou:
“Em 1982 a Som Livre me contratou de novo. E caiu na minha mão — caiu não, eu roubei do Leonardo Neto (hoje empresário de Marisa Monte e Adriana Calcanhotto) — a fita do Barão Vermelho. O Leo e o Nelsinho (Motta) iam fazer uma coletânea. Mas depois de ouvir a fita do Barão eu disse: ‘Isso é um disco inteiro. O grupo é ótimo, é diferente.’ Eles tocavam rock de verdade. Era uma coisa muito violenta. E o texto do Cazuza, nunca ninguém tinha escrito daquela forma. Só que ele era filho do dono da empresa... A própria Rita Lee dizia: ‘O Ezequiel deu o golpe do baú, foi inventar que o filho do dono da empresa é cantor e compositor.’ Mas eu tava fazendo escândalo porque adorava!”

2 comentários :

Valéria Gomes disse...

Com certeza o Criador está exultante de contentamento, por reunir duas feras e de corações tão nobres.
Se é para ser, então que seja. Vamos ver no que vai dar.
Obrigada pela partilha, meu querido!!!

Beijos no olhar!!! :'(

Bruno Tadeu disse...

Com certeza está :)
Obrigado pela visita
Beijos!!!