quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fenda Flor


És verdadeiro lirismo.
Abertura breve e sacra,
Delicada ou exacerbada,
Que marca e rasga a vida
Donde o beijo és su face,
Duma flor que tu és arte.
E o gabo não lastima
O caliente abrigo
Num útero maniqueísta.
Água calma e destemida,
Assim percorre a vida.
Dentre rocha sua destreza,
Dentre fendas não há beleza.
Desatino com impureza
Da flor que goza sua nobreza
Na certeza do caminho de candura
Que brinda o vinho
Esperando seu desfecho incumbido de chegar.
Outrora já é fato, elegância não é arte,
A vida só não é bela quem dela não soube aproveitar.

(Bruno Tadeu Lopes-26.11.2005)